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Vacinação em tilápia atinge aproximadamente 40% da produção brasileira

Setor caminha para a redução do uso de antimicrobianos por meio da prevenção

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) como uma entidade representativa do setor se preocupa com a segurança alimentar e fomenta a inovação em tecnologias para saúde animal, que garante ao País alto status sanitário na cadeia de proteína e credibilidade no mercado internacional. O segmento de piscicultura tem sido destaque pela alta qualidade do produto final, principalmente na criação de tilápias. Em 2018, o país produziu 722.560 toneladas de peixes de cultivo. A tilápia representou mais de 55% da produção total, com 400.280 toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR).

“Mais de 100 milhões de unidades de tilápia por ano são vacinadas contra enfermidades no Brasil. Esse total representa aproximadamente de 40% da produção nacional. A tilápia é o peixe que mais se adequa às necessidades do consumidor brasileiro, devido à qualidade da sua carne branca e ao sabor suave. Seu consumo gira em torno 1,6kg/hab/ano. Também é a espécie que mais atrai investimentos dos produtores, pois já tem pacote tecnológico avançado, com genética evoluída, medicamentos de qualidade e manejo nutricional desenvolvido”, explica o médico veterinário Rodrigo Zanolo, gerente de mercado de aquicultura da MSD Saúde Animal, empresa associada ao SINDAN.

As bactérias Aeromonas móveis e Streptococcus agalactiae, causadoras da estreptococose, estão entre os principais desafios sanitários de impacto econômico para as criações intensivas de tilápia no Brasil. A indústria coloca à disposição dos produtores antimicrobianos diluídos na ração para combater a proliferação dessas bactérias.

“A piscicultura conta com medicamentos devidamente aprovados para utilização, que, inclusive, possuem marco regulatório e certificações internacionais. São produtos que contribuem para o gerenciamento da saúde e bem-estar para esses animais, para o consumidor final e o meio ambiente”, alerta Rodrigo Zanolo.

Em que pese à eficácia dos antimicrobianos para o controle de doenças na piscicultura, o segmento caminha para a redução de uso e já conta com importante adesão dos produtores de tilápia à vacina inativada contra estreptococoses causadas por Streptococcus agalactiae. A imunização é injetável é feita unidade por unidade, quando o peixe ainda é do tamanho da palma da mão, por volta do 45º dia de vida. Antes da dose, todos são anestesiados em um tanque. Uma vez protegido o animal está preparado para a engorda, onde ficará de quatro a seis meses até o abate, pesando cerca de um quilo.

“Atividade em crescimento, a piscicultura utiliza, cada vez mais, as modernas tecnologias de prevenção e controle das doenças que podem comprometer todo o investimento dos produtores”, ressalta Emilio Salani, vice-presidente executivo do SINDAN. “É nosso papel, juntamente com as empresas associadas, nos preocupar com a segurança alimentar e fomentar a inovação em tecnologias para saúde animal que garantam ao país elevado status sanitário na cadeia das proteínas animais como um todo, incluindo a piscicultura”, complementa Salani.

Fonte: Inforex

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